A sindrome de Lacoonte
por paulopress
Lacoonte foi o sacerdote troiano que desconfiado do presente dos gregos, lançou uma flecha que apesar de cravar no corpo do cavalo de madeira, não lhe fez dano algum.
Lacoonte desesperado e na ânsia de salvar o rei de Tróia, condenou-se a morte.
O rei troiano, em seu estado de alegria por aparentemente ter vencido os gregos e embriagado pelos elogios de seus bajuladores, num estado de ira, mandou lançar Lacoonte e seus filhos num poço, onde uma serpente gigante (anaconda) os devorou, pouco a pouco, triturando seus ossos e alimentando-se de um por um, pois todos sabemos o quanto demora a digestão de uma anaconda.
Triste fim para quem simplesmente queria salvar a vida do rei e dos troianos.
Bem, todos sabemos que o rei, na mesma noite foi morto, assim como quase todos os troianos, terra da qual até hoje nao se sabe o local exato.
Todos nós já passamos pela síndrome de Lacoonte, quando reiteradas vezes e até mesmo desesperadamente, sob pena de sermos condenados, tentamos em vão avisar alguem sobre algo.
Creio que o segredo é avisar, sem insistir e aguardar a outra parte (se esta ainda tiver condições), falar a fatídica frase a todos que sofrem da síndrome de Lacoonte:
– Bem que você me avisou.
E uma frase, que ao mesmo tempo anima e desânima.
– Ele tinha razão.